quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cervejaria Van De Kamp / Fábrica de Cerveja, Limonadas e Gelo Viúva Norberto Van De Kamp



Texto e imagem: Ton Roos e Margje Eshuis - Os Capixabas Holandeses
Imagens dos rótulos cedidas pelo colecionador Paulo Antunes Júnior

Em 1897, o holandês de nome Norbert Van De Kamp (Norberto), um visionário de inteligência e visão além do seu tempo, natural de Calcar, na então Renânia, atual Estado Federal mais populoso da Alemanha, cuja capital é Dusseldorf, inaugura uma fábrica de cerveja, limonada e gelo, com capacidade de produção compatível com aquele que era o maior e mais desenvolvido empório comercial do Espírito Santo, em Cachoeiro de Santa Leopoldina, atual Município de Santa Leopoldina.

O grande movimento de Cachoeiro de Santa Leopoldina assegurou uma posição social de relevo. Grandes firmas da Europa despachavam seus viajantes diretamente ao Porto de Cachoeiro. Só depois que faziam esta praça é que visitavam Vitória, a Capital, suas festas eram muito concorridas, vinham pessoas até do Rio de Janeiro na época do Carnaval. As ruas ficavam multicoloridas de confetes e serpentinas.

A Cervejaria Van De Kamp criou fama e seus produtos foram remetidos para várias partes do Estado. A fábrica, de porte, se localizava à Rua Porfírio Furtado, onde hoje em seu local está edificada a cadeia pública.
A bebida produzida por ele era muito bem recebida. Fabricava cervejas de alta fermentação, cervejas mais leves, branca, preta e dupla, assim como a célebre gasosa, de muita recordação para os mais antigos moradores do Município.

Com apenas 50 anos de idade, no dia 25 de abril de 1920, um ataque cardíaco o matou e não fosse sua morte prematura Van De Kamp teria se tornado um grande industrial no Espírito Santo. Sua morte interrompeu o sonho de crescimento da fábrica e infelizmente as receitas das cervejas foram enterradas com ele e sua esposa prosseguiu com a administração da cervejaria.
Em 19 de agosto de 1923, o Diário Oficial da União publica a relação oficial dos expositores, do Estado do Espírito Santo, premiados na Exposição Internacional do Centenário da Independencia, onde consta a premiação atribuida à Viúva Norberto Van De Kamp com medalha de bronze, na classe 57, cervejas e gazosas.
  
Apesar dos esforços feitos pelos filhos, para prosseguirem com a fabricação da bebida, nos padrões antigos, sem as receitas de seu pai nada conseguiram e assim, com o decorrer do tempo, a indústria acabou sendo fechada.

5 comentários:

felixrockman disse...

muito legau seu blog,veja o meu tambem.http://latasecolecionadores.blogspot.com/2011/10/bom-e-velhos-games-em-latas.html

Ronald Van de Kamp disse...

Gostei muito. Para mim foi emocionante ver aqui parte da história dos meus bisavos.

Ronald Van de kamp
ronald@avbsb.com.br

Anônimo disse...

muito interessante esta publicação, gostei muito parabéns.
alberto.vdk@hotmail.com

Gabriel disse...

Olá, eu sou tataraneto dele, tenho fotos dele, da fabrica e rotulos da cerveja, tudo guardado! Vejo que tem alguns parente aqui, atualmente estou tentando tirar a cidadania atraves dele.. se alguém possuir alguma documentação.. Contatos: Gabriel Pinheiro - facebook/ email: gspinheiro@live.com

Gabriel disse...

Olá, Ronald! Gostaria de saber, se possui alguma documentação dele? Sou tataraneto dele, e tenho muitos documentos sobre ele. Caso possa ter contato está aqui o meu. Contatos: Gabriel Pinheiro - facebook / email: gspinheiro@live.com