quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

A. Tiede & Cia / Cervejaria Blumenauense


Na sessão da Junta Comercial de 23 de novembro de 1928, foi requerido o registro do contrato entre Alfredo Tiede e Adolf Schmalz, o 1º solidário e o 2º comanditário, para a exploração de indústria de cerveja na praça de Itoupava Seca, Blumenau, com o capital de Rs 130:000$000 (cento e trinta contos de réis) em partes iguais, por tempo indeterminado sob a razão social de A. Tiede & Cia, tendo sido publicado no jornal “A República” de 26 de fevereiro de 1929, o deferimento desse requerimento.

Essa sociedade durou pouco tempo, em 19 de junho de 1930, foi feito o pedido de registro, na Junta Comercial, do distrato social da firma A. Tiede & Cia, o deferimento desse pedido foi publicado no jornal “A República” em 10 de julho de 1930.

Em 16 de julho de 1930, é publicado no jornal “A República” um aviso (anúncio) em que Alfredo Tiede e Adolpho Schmalz, ambos brasileiros, sócios da firma A. Tiede & Cia, da praça de Blumenau, resolvem de comum acordo dissolver a mesma sociedade, retirando-se o sócio Alfredo Tiede por não ter sido possível cumprir a realização de sua quota de capital da sociedade. A liquidação da extinta firma fica exclusivamente a cargo do sócio Adolpho Schmalz que assume toda a responsabilidade do seu ativo e passivo. O sócio Alfredo Tiede retira-se livre e desonerado de quaisquer compromissos. Tornando pública a dissolução da sociedade.

Suponho que essa sociedade entre Tiede e Schmalz foi para a compra da cervejaria de Otto Jennrich e que com a liquidação da cervejaria, as edificações tenha retornado para Jennrich.

Em 13 de janeiro de 1931, Adolfo R. Schmalz, Tekla Franke, Otto Jennrich, Otto Hennings, Leo Leczymski, Julio Kleine, Fritz Franke, Adolfo Mueler e Hermann Weege, constituem uma sociedade anônima, nesta cidade de Blumenau, que se denominará Cervejaria Blumenauense S.A., com o capital nominal de Rs 200:000$000 (duzentos contos de réis) dividido em 400 ações de Rs 500$000 (quinhentos mil réis) cada uma, com prazo de duração de 20 anos e com o objetivo de fabricação de cervejas e outras bebidas, tais como: gazosas e águas minerais artificiais e o comércio de matérias primas necessárias à fabricação.

O capital será subscrito da seguinte forma: Júlio Kleine e Fritz Franke uma ação cada um; Tekla Franke, Otto Hennings, Leo Laczymski e Adolfo Mueller duas ações cada; Hermann Weege quatro ações, com os valores realizados em dinheiro.
Adolfo Schmalz e Otto Jenrich realizam as entradas do capital em bens, da seguinte forma: Adolfo Schmalz com as máquinas, utensílios, mercadorias, direitos e dívidas da antiga firma A. Tiede & Cia em liquidação em que o subscritor é o único sócio remanescente e Otto Jennrich com os terrenos e edifícios em que se acha localizada a fábrica de cerveja e os bens do subscritor Adolfo Schmalz à Rua São Paulo nº 249, nesta cidade de Blumenau.

Observando o rótulo da cerveja Polar, abaixo, fica comprovado que a Cervejaria Blumenauense foi criada a partir da Cervejaria de Otto Jennrich, pois o texto das medalhas impressas, dizem: "Premiado em Florianópolis em 1905" e "Premiado no Rio de Janeiro em 1908", premios esse recebidos pela cervejaria de Jennrich e não pela Blumenauense que foi criada em 1931.

Em 18 de junho de 1935, é publicado no Diário Oficial da União (DOU) a transferência da marca Culmbach, também de Jennrich registrada anteriormente sob o nº 30600, para a Cervejaria Blumenauense S.A. sob o número de registro 2419/35.

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